segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Á G O R A


O filme espanhol é dirigido por Alejandro Amenábar, conta a história de Hypatia, uma filósofa que viveu em Alexandria, no Egito, entre os anos de 355 a 415, época da dominação romana. Hypatia ensina matemática, filosofia e astronomia na Escola de Alexandria. A cidade é um centro de convulsões, por ideais religiosos, já que o cristianismo, judaísmo e a cultura greco-romana entram em ebulição, com violentos confrontos sociais que invadem as ruas de Alexandria. Proibido no Egito por conter cenas consideradas um insulto a religião muçulmana. Houve protestos, pois a história promovia o ódio ao cristianismo e reforçar falsos clichês a Igreja Católica. Teve problemas de distribuição na Itália e Estados Unidos, pelo tema controverso. Em contrapartida, levou a maioria dos prêmios do cinema Espanhol.

AGORA é um belo filme. Reconstituição e época excelente, e uma história que põe frente a frente religião e ciência. Numa época onde havia muito misticismo, a ciência não podia se expressar de forma clara. Discutia-se se a terra era redonda ou quadrada. Não se dava importância aos estudos, tanto assim que a Biblioteca de Alexandria foi tomada, saqueada e o conhecimento ali depositado destruído. O filme é uma rara aula de história (com alguma liberdade poética), e também de idéias revolucionárias. Não deixa de lado o romantismo, principalmente por parte do escravo Davus. Dedicado a tal ponto a seu amor por Hypatia, que na cena final ameniza o sofrimento de sua amada. LEGENDADO EM PORTUGUÊS DO BRASIL.




domingo, 10 de janeiro de 2010

A PARTIDA (DEPARTURES / OKURIBITO)

Trata-se da história de um homem na faixa dos 20 anos, casado, que toca violoncelo numa orquestra em Tóquio, e esta é dissolvida pelo patrocinador. Ele volta à sua cidade natal com a sua mulher e consegue um emprego no qual ganha muito bem. O que o desagrada é o novo trabalho em si: arrumar defuntos para serem cremados, numa cerimônia em que a família da pessoa morta está presente. À medida em que ele persiste no emprego, começa a perceber a importância do que faz e a dignidade de honrar os mortos em sua despedida. A morte faz parte da vida, mas muitas vezes a negamos, talvez pelo medo, talvez por estarmos ocupados demais tentando sobreviver. Quando entendemos a morte como a outra face da vida, esta toma um novo sentido. Podemos efetivamente viver – e não somente sobreviver. Geralmente a morte, principalmente de pessoas queridas, nos sacode de nossa zona de conforto, de uma forma mais ou menos intensa, provocando questionamentos sobre a vida, principalmente sobre aquelas questões que adiamos a resolução. A morte nos lembra que tudo passa, que nada é para sempre, e dá uma noção real de que o tempo anda, e não espera.

SCHOPENHAUER E A METAFÍSICA DA MORTE: a essência do homem não é sua razão, mas sim, a vontade de vida. Na morte, o que acaba é a razão, junto com as lembranças e os sentimentos de quem a possuía. A Vontade de vida é a única imortal, por isso Schopenhauer diz que devemos nos livrar dela por meio de práticas ascéticas, dando fim a este ciclo vicioso de vida, reprodução e morte.

video

terça-feira, 3 de novembro de 2009

ASAS DO DESEJO - WINGS OF DESIRE

Asas de Wim Wenders do Desejo é um conto de fadas moderno notáveis sobre a natureza do ser vivo. A testemunha anjos a gama de emoções humanas, e experiência ao luxo de simples prazeres (mesmo que uma xícara de café e um cigarro) como aqueles que nunca conheci eles. Do ponto de vista dos anjos, Berlim é visto em lindo preto-e-branco - impressionantemente bonito, mas irreal, ao aderirem ao ser humano, a imagem muda a áspero, mas com aparência natural de cor, e da valsa, como a graça dos anjos ' deriva através das mudanças de cidade a um ritmo mais duras.

Os anjos catalisadores do filme “Asas do Desejo” de Wim Wenders renunciam a imortalidade para provar uma xícara de café e um cigarro. Os anjos ouvem os pensamentos dos humanos, perpassam pelo cotidiano catalisando as dores e emoções que eles não são capazes de sentir; vêem o mundo com seus olhares sem cores, sentem as coisas e os objetos sem sentir; são capazes de roubar uma materialidade para tentar provocar alguma sensação. A dimensão de dois mundos (mundo angelical espectro e mundo humano paixões-desejos) é confrontada com a realidade da dor – a dor da 2º Guerra Mundial. A dimensão do real vem a tona com as imagens da Alemanha dividida pela guerra. O mundo espectral e onírico dos anjos é de um mundo sem angústias embora lamentem a eternidade e aparentemente invejem os humanos, mas não se angustiam como os humanos no seu cotidiano banal, em suas pobres vidas mortais. O filme de Wim Wenders tem profunda reflexão sobre a subjetividade, sobre a humanidade, sobre a contemporaneidade, sobre o futuro e principalmente sobre as paixões humanas que por último constroem as primeiras. É muito para minha pobre associação livre do momento.

Asas do Desejo prevalece como uma grande obra prima do cinema; é sempre bom rever. É um filme carregado de poesia, encanto, dor e angústia. As musas de Homero são outras, a morte nos angustia, mas ainda assim podemos degustar um café e nos pulverizarmos interiormente com a fumaça de um cigarro que carrega nossas angustia em 5 minutos de fumaça. A Angústia nos faz humanos – humanos que não conseguem vislumbrar um futuro, tudo é incerto, nossa memória se fragmentou, apesar da oralidade fluir,porém só a partir de uma leitura singular... Só o sonho ainda pode nos transportar para a realização de nossos desejos – desejos de anjos, desejos de humanos, mas nunca esquecer que a angústia vem de nossos desejos mais profundos e desconhecidos. Asas do desejo nos oferece uma colagem de teorias filosóficas, uma espécie de síntese da humanidade – vai de Rilke (As Elegias de Duíno), Homero, Kierkegaard, Nietzsche, Sartre, Walter Benjamin... as pinturas de klimt ao roteirista do filme (Peter Handke) ... Em Kierkegaard encontramos algo mais ou menos assim: A angústia é a diferença que nos faz humanos. A angústia é humana! É isso que nos diferencia dos anjos e dos animais.LEGENDADO EM PT/BR.

video

sábado, 3 de outubro de 2009

O MUNDO DE SOFIA

Versão integral em DVD duplo de O Mundo de Sofia, com 3 horas e meia de duração dividido em capítulos, minissérie baseada no best-seller internacional de Jostein Gaarder, que vendeu mais de 20 milhões de livros ao redor do mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas. Às vésperas de completar 15 anos, Sofia Amundsen recebe mensagens anônimas com perguntas intrigantes, como "quem é você?" e "de onde vem o mundo?". A partir dessas mensagens, ela se torna aluna do misterioso Alberto Knox, que a acompanha em uma fascinante jornada pela história da Filosofia, de Sócrates até os dias de hoje, passando pela Idade Média, o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Revolução Russa. Como o livro no qual se baseia, a minissérie O Mundo de Sofia é uma introdução inteligente e divertida à história da Filosofia, recomendada a todos que têm paixão pelo conhecimento.

Observação importante: O dvd que vendo é cópia do ORIGINAL, e comprado na Europa; porém traduzido e legendado por mestres em filosofia e não a versão comercial que é adquirida em livrarias e lojas de dvds.
video

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE POULAIN

O filme conta como ela é diferente, e até como todos nós também somos se olhados de perto e conta, também, como seríamos diferentes/característicos se lutássemos mais para continuar sendo nós mesmos. Digo lutássemos, pois a vida de uma libertária não é necessariamente mais fácil por ela ser assim, são nessas dificuldades que pensamos em alguns momentos de clímax do filme em que não sabemos, por exemplo, se ela conseguirá criar coragem para se apresentar para o rapaz que ela paquera. Portanto, não que seja mais fácil ou difícil sê-lo, não vamos reduzir as melhores questões da vida a isso, mas acho que é no mínimo mais digno e feliz.

Deparei-me com Kant e sua diferenciação entre pensar e conhecer. Diz que o Homem tem uma necessidade de “pensar além dos limites do conhecimento”. Pensar este que vejo mais como um criar e não um simples armazenar, como me parece ser o conhecer. Quanto ao uso da razão para Kant, que creio seja comum ao pensar e ao conhecer (não sei até que ponto o é para o filósofo), Marilena Chauí diz: “a razão, separada da sensibilidade e do entendimento, não conhece coisa alguma e não é sua função conhecer. Sua função é a de regular e controlar a sensibilidade e o entendimento”; portanto, creio que ela esteja mais relacionada ao conhecer. Já o pensar, vejo que se aproxima do que foi experienciado e, assim, traz “sensações e impressões que associamos em idéias, mas estas não são universais e necessárias, nem correspondem à realidade”, e daí provém o caráter mais idealista que racional do pensar.

Então, tomando como solução esse pensar de que fala Kant, creio que virá ao sujeito um outro passado e, como tal, este passado revelará algo que virá/chegará mesmo àqueles que somente querem a descontração e a folia, que tentam fugir dessas amarras da rotina ou àqueles que querem destruir tudo que lembre um certo passado pessoal. Quanto de mim eu descobriria numa experiência libertária dessas? Quanto mais eu pensaria, no sentido kantiano? Quanto tudo isso, toda essa experiência pessoal, seria medível? Quantos desejos antes considerados proibidos eu descobriria? Em algumas cenas Amélie vê até mesmo o filme de sua vida na televisão. Incrível sonharmos com nossa identidade trabalhada assim por cada um de nós! Imaginem. Como seríamos mais íntegros (no sentido mais elementar da palavra). Seríamos mais nós mesmos e restaria (ou haveria naturalmente como parte desse processo) tempo e capacidade para nos preocuparmos com os outros.

video

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

*** LEIA COM ATENÇÃO ***

A TABELA DO MATERIAL E PROCEDIMENTO
PARA AQUISIÇÃO

DEVEM SER SOLICITADOS PELO E-MAIL / MSN

filosofianoensinomedio2009@hotmail.com

sábado, 12 de setembro de 2009

JANELA DA ALMA

Qual é a pior cegueira? É a pergunta dirigida a nós pelo escrito José Saramago e que, de certa forma, pode ser o fio condutor deste documentário, após as diversidades de percepções de mundos ficamos em dúvida: será que realmente vemos o mundo? Enxergamos - quando enxergamos - o que queremos e o que está dentro de nossa possibilidade conceitual e cultural. Eugene Bavcar, um dos entrevistados, é fotógrafo e filósofo, afirma que todas as pessoas que enxergam são cegas, pois vivem em um mundo que perdeu a visão, no sentido em que a televisão é quem propõe as imangens - imagens prontas - tirando-nos a possibilidade de vê-las com o olhar interior. Reafirmando uma das falas do filme: vivemos hoje, verdadeiramente, a caverna de Platão, onde as sombras projetadas são tomadas como a realidade.

Dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor e prêmio Nobel José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade - se é que ela é a mesma para todos.

TRECHO DO FILME:
http://www.youtube.com/watch?v=ly8NORlsKt8

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

FALSA LOURA

O que dizer de um filme que começa citando Sócrates e a sua famosa tese da inseparabilidade da dor e do prazer e, logo em seguida, mostra duas mulheres belíssimas dançando sensualmente? Estranho, não? O diretor Carlos Reichenbach dá mostras da sua erudição e do seu talento com esse interessante filme sobre as brasileiras operárias.

Original e criativo, o diretor brinca com os gêneros fílmicos, citando não apenas diretores, mas até mesmo o filósofo medieval João Scoto Erígena, numa rápida referência à contemplação mística. Reichenbach também brinca com o kitsch, como na cena em que o personagem de Maurício Mattar canta para Silmara uma canção melosa num cenário de papelão sobre um mar de plástico azul (lembra o Fellini de La Nave Va). Em outra cena inesperada e heterodoxa, uma garota quase nua comenta o pensamento de Sócrates. Ora, os antigos filósofos hedonistas consideravam que o bem é o prazer e que o mal é a dor.

Discordando deles, Kant condenou o hedonismo como uma “moral material” incapaz de prover completa segurança aos conceitos morais fundamentais. De toda forma, para os antigos a busca filosófica da felicidade estipulava que não havia incompatibilidade entre a felicidade e o bem. O filme pode também ser visto como uma análise das relações prazer/dor.

video

CASSANDRA'S DREAM

O filme mostra dois irmãos ingleses às voltas com problemas financeiros. Ian (Ewan McGregor) dirige o restaurante do pai, mas busca um futuro melhor inventando planos de montar uma rede de hotéis na Califórnia. Puro delírio! O seu irmão Terry (Colin Farrel) é mecânico, bebe muito e aposta no pôquer e na corrida de cães. Vive endividado. Ambos procuram uma saída para a pobreza. E logo no início do filme compram um pequeno barco, chamado “O Sonho de Cassandra”, uma metáfora do desastre.

Nas horas vagas, Ian toma emprestado os carros de luxo para conserto na oficina de Terry e sai para impressionar as mulheres. Mas a oportunidade de grana surge quando o tio deles Howard, um rico médico residente na América, propõe-lhes muito dinheiro em troca da morte de um rival disposto a prejudicá-lo. Os irmãos hesitam, mas, ao fim, aceitam cometer o homicídio.

Não é por acaso que Cassandra é o nome do barco dos irmãos. À parte a origem mitológica, ser Cassandra nos tempos modernos é ser considerado modelo referente à tragédia, o arquétipo de uma personagem profética aterrorizada por uma obscura insanidade. O recheio do filme – a discussão ética que levará ao homicídio – não é mais do que um cânone clássico de uma tragédia grega, reproduzido por Allen com o intuito de revelar os aspectos mais negros da natureza humana. A interpretação de Colin Farrell não é mais do que a representação amoral de uma consciência pesada. Os pontos fortes do filme estão escondidos no processo de decisão do homicídio, no trauma psicológico e na escolha de uma saída de fuga à culpa.

Ora, o destino é definido por Kant, em A Paz Perpétua, como a resultante necessária de uma causa cujas leis operativas nos são desconhecidas. Esta é a primeira armadilha para os dois irmãos. A segunda delas é irônica: Cassandra era uma figura mitológica grega, filha de Príamo e de Hecabe. Apolo a amava, mas foi por ela rejeitado. Despeitado, o deus tornou inútil o dom profético que lhe concedera, tirando toda a credibilidade de seus vaticínios. Cassandra passou a fazer apenas previsões funestas, como a da derrota de Tróia e sempre para ouvidos surdos (como os de Terry e de Ian) Eis a grande ironia do filmes: ouvir a advertência da razão e ignorá-la. E se o sonho de dinheiro foi inspirado por Cassandra, então um final trágico já seria previsível. Tudo começou no barco e tudo terminará no barco!

video

domingo, 6 de setembro de 2009

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA

O filme conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" — assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa — manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.

A mulher do médico, embora enxergue muito bem, acaba se adaptando a um outro tipo de cegueira bastante comum. A personagem fica acostumada com a situação, assim como acontece na realidade da nossa sociedade onde as pessoas que enxergam acabam se adaptando a um tipo de cegueira social imposta à maioria. Assim, acabam aceitando viver embriagadas com as superficialidades consumistas da sociedade capitalista, se submetendo ao caos e à loucura que vivemos.

O filme é uma clara referência de uma velha discussão filosófica sobre a relação entre aparência e essência, realidade e verdade, isto é, o modo como os homens interpretam a realidade. A verdadeira aparência das coisas só se revela para a personagem central da trama. E como diz uma frase no início do livro de Saramago, a verdade se apresenta após insistentes tentativas: 'Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara'.

No filme, as barbaridades vão acontecendo até que a mulher decide tomar parte da situação e agir como quem enxerga de fato. Daí para diante, a história começa a tomar outros rumos. Quando as personagens começam a agir coletivamente, a esperança volta a reinar abrindo espaço para o futuro.

video

domingo, 28 de junho de 2009

NA NATUREZA SELVAGEM

O EXISTENCIALISMO DE SARTRE NO FILME
"IN TO THE WILD" (NA NATUREZA SELVAGEM)
Depois da formatura, o jovem Christopher McCandless, de 22 anos, que nunca teve uma boa relação com os pais, ricos e sempre preocupados com status, resolve lançar-se ao mundo com a sua mochila nas costas, em um carro velho que, logo nos primeiros quilômetros de estrada, dá problemas e é abandonado pelo desapegado rapaz. Mas, diferente da maioria dos mochileiros, que sonham percorrer o mundo, o objetivo do jovem é embrenhar-se no Alasca e tentar sobreviver apenas do que a natureza lhe oferece. A idéia é ficar o mais distante possível dos pais, da civilização e do conforto e da comodidade que ela proporciona. Assim, de carona em carona, o agora Alex Supertramp, como ele mesmo passa a se denominar, influenciado por escritores como Jack London, Leon Tolstoi e Henry David Thoreau, experimenta momentos de pura liberdade, que rendem belas cenas, como quando está no alto de uma montanha ou descendo uma corredeira. Disposto a sobreviver por si próprio, Alex tem a sorte de encontrar um ônibus abandonado, que já serviu de morada para outra pessoa e agora lhe abrigará das intempéries. É neste reduzido e improvisado espaço que ele faz suas precárias refeições, anota suas impressões sobre sua jornada solitária e coloca em dia sua leitura. O filme evoca o tempo todo, em seus longos 148 minutos de duração, os tópicos: liberdade, sociedade, natureza, verdade, sentimento, moral, solidão, e este mix de tudo é um mergulho numa utopia pós-hippie, que nem seus tios mais velhos acreditariam mais.

video

domingo, 14 de junho de 2009

HOME - O MUNDO É NOSSA CASA

Em 200 mil anos na Terra, a Humanidade tem perturbado o equilíbrio do planeta, estabelecido por quase 4 bilhões de anos de evolução. O preço a pagar é alto, a Humanidade tem apenas 10 anos para inverter esta tendência e tornar-se consciente da extensão total da destruição da Terra e alterar os seus modelos de consumo. Yann Arthus-Bertrand traz-nos imagens aéreas únicas de mais de 50 países e convida-nos a parar por um momento de modo a olharmos para o nosso planeta e percebermos como tratamos a sua riqueza e a sua beleza.

video

segunda-feira, 25 de maio de 2009


MONTY PYTHON - FUTEBOL FILOSÓFICO

Humor raro de Monty Python. Alemanha X Grécia - A partida de futebol dos Filósofos alemães ( Leibniz, Kant, Hegel, Nietzsche ... e Marx no segundo tempo) contra Filósofos gregos ( Platlão, Aristoteles, Heráclito e Arquimedes ). Um clássico !

video

domingo, 24 de maio de 2009

QUEM SOMOS NÓS

Por meio da história de uma mulher chamada Amanda, uma fotógrafa cheia de traumas por causa do casamento, o filme Quem Somos Nós? tenta explicar alguns conceitos da física quântica. O longa revela a aplicação de toda essa teoria na vida real, com depoimentos de esotéricos, filósofos,médicos, cientistas, entre outros.
Com algum custo e muito aprendizado, a personagem consegue colocar alguma ordem ao caos de sua vida e dominar o próprio destino. O mais difícil no filme é definir seu gênero: embora haja depoimentos de profissionais, como um documentário, e há também passagens ficcionais e presença de atores. Alguns recursos de animações também aparecem no filme. Lançado sem muito alarde no exterior, o longa chega ao Brasil com algumas críticas da imprensa. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

MINDWALK - PONTO DE MUTAÇÃO

É o início dos anos 90, o "consciente" coletivo do mundo ainda está fixado em produção em massa para alimentar o consumo em massa. Consciência ecológica ainda era coisa de poucos, vistos pelos demais como fanáticos.
Neste "cenário" consciencial, três personagens se encontram: uma física afastada do trabalho, por conflitos éticos, vivida pela maravilhosa Liv Ullman; um candidato a presidencia dos EUA derrotado nas eleições (Sam Waterston) e um poeta que acabou de viver uma decepção amorosa (John Heard).
Já o "cenário físico" é uma ilha na costa de França chamada Mont Saint Michel, com seu castelo medieval e campos que aparecem e desaparecem pelo movimento das marés, quase sempre encobertos por brumas.
No roteiro, nenhum grande romance, ação ou suspense, apenas conversas sobre idéias que se hoje em dia não são mais novidades, na época eram revolucionárias.Baseado no livro homônimo de Fritjof Capra e brilhantemente traduzido para o cinema pelo diretor Bernt Capra (irmão do escritor).Assistimos uma cientista apresentando tanto ao político, quanto ao poeta, o pensamento holístico e o que ele poderia fazer pelo Mundo. Para ver e rever, especialmente neste momento em que estamos começando a caminhar rumo a uma consciência ecológica cada vez maior.
LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

O ENIGMA DE KASPAR HAUSER

O filme inicia mostrando um jovem acorrentado em um porão, alimentado "por um homem misterioso. O prisioneiro brinca com um" cavalo de madeira, e o nome do objeto é a única palavra que pronuncia: cavalo. O homem quer que o jovem aprenda e escrever e lhe dá papel e tinta. O jovem aprende a escrever seu nome, Kaspar Hauser.Depois, o misterioso homem retira Kaspar do porão durante a noite e o deixa numa cidade próxima, em 1828, com uma carta para o oficial da guarda. Perplexos com a figura, os moradores o deixam prisioneiro numa torre. O rapaz não é violento e se mostra inteligente, surgindo rumores de que ele pertença à nobreza. Durante dois anos, ele amplia seu vocabulário ensinado por uma família que o ajuda e por um padre. Ele aprende facilmente música, tricô e jardinagem, mas é um fracasso em compreender as convenções da época, principalmente às ligadas à sociedade, ciência e religião. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

quarta-feira, 22 de abril de 2009

A ODISSÉIA

Uma adaptação do poema clássico A Odisséia, atribuído a Homero, onde Odisseu (Ulisses) enfrenta a fúria dos deuses, perigosos inimigos e monstros mitológicos, demonstrando bravura e resistência para retornar aos braços de sua amada Penélope.
A evolução histórica da Grécia Antiga conhece quatro períodos (Pré-Homérico, Homérico, Arcaico e Clássico). Nos dois primeiros, o mito ainda era preponderante na interpretação dos fatos históricos, sendo que no período Homérico ocorre a dissolução dos génos e a conseqüente formação das cidades-estado. Esta fase obscura da história da Grécia Antiga, que se estende do século XII ao VIII a C. é chamada de Período Homérico porque seu conhecimento é baseado na interpretação de lendas contidas em dois poemas épicos atribuídos a um suposto rapsodo cego da Ásia Menor chamado Homero.No primeiro poema chamado A Ilíada, Homero conta a Guerra de Tróia, mostrando sua tomada pelos gregos. O poema concentra-se na figura do herói Aquiles que se negou a combater os troianos devido a sua cólera contra Agamenon que lhe roubou a escrava Briseida. Somente com a morte do amigo Patroclo, Aquiles volta ao combate. Outro momento importante da obra descreve a tomada da cidade pelos gregos, que sem a liderança de Aquiles usaram da astúcia, e por conselho de Odisseu (Ulisses), construíram um grande cavalo de madeira e esconderam em seu interior os soldados mais valentes, que durante a noite saíram do cavalo e abriram as portas da cidade para seus companheiros destruírem Tróia. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

sábado, 21 de março de 2009

O SHOW DE TRUMAN

Show de Truman: Um homem tem sua vida inteira filmada e transmitida ao vivo pela TV, 24 horas por dia via satélite para todo o mundo, desde o seu nascimento. O filme começa a partir do episódio 10.909 desde o lançamento do Show. É o 30º ano ininterrupto de transmissão do "show" da vida de Truman Burbank como a primeira experiência de um "show real", pois Truman desconhece ser um personagem. Truman faz o “papel” de um corretor de seguros, é casado, e possui um amigo de infância, que sempre chega a sua casa com cervejas. Todos os dias cumprimenta seus vizinhos, da mesma forma, vai ao jornaleiro comprar revistas para sua mulher, encontra dois senhores que sempre prometem procurá-lo na seguradora.
Tudo acontece num grande estúdio, na verdade o maior estúdio cinematográfico do mundo, que ao lado da Muralha da China é a única construção humana visível do espaço, é uma ilha chamada Seahaven: as casas, as ruas, os automóveis, o céu, o mar, a lua, o anoitecer, e a chuva, tudo se passa dentro de uma enorme cúpula, mas Truman não conhece esses limites: ele nunca viajou, nunca saiu de sua cidade, nunca ultrapassou suas margens. Cerca de 5 mil câmeras, filmam cada movimento de Truman, milhares de pessoas trabalham dia e noite para que o show funcione com total verossimilhança com a realidade. É um mundo dentro de outro mundo. O criador do programa é Christof. O programa é transmitido sem nenhuma interrupção, nem mesmo intervalo publicitário. A publicidade é feita de maneira diferente, explica Christof em uma das poucas entrevistas que concede que “tudo está à venda” o que os atores comem, roupas, até mesmo as casas em que vivem. O entrevistador continua a entrevista com Christof e pergunta “por que Truman nunca pensou até agora em questionar a natureza do mundo em que vive?” Christof reponde dizendo que “aceitamos a realidade do mundo tal qual ela nos é apresentada, Truman pode ir embora quando quiser. Se tivesse algo mais que uma mínima ambição, se estivesse absolutamente decidido a descobrir a verdade, não poderíamos impedi-lo. Truman prefere a sua cela. O Show de Truman é uma variação muito interessante do Mito da Caverna de Platão, mas difere da alegoria de Platão em que apenas um prisioneiro se liberta para abandonar as sombras da caverna e conhecer o mundo real, no filme há apenas um prisioneiro, e os demais atores que entram e saem dela.
O filme está de acordo com a idéia do Mito da Caverna: poucos são os inclinados a distinguir entre o mundo das aparências e o mundo das realidades autênticas e poucos são os que se perguntam se vivem uma espécie de jogo de fantoches. Mas podemos imaginar, que se Platão visse o filme ele diria que nem mesmo Truman deixando de considerar como reais as sobras que passam na parede e tivesse podido descobrir os objetos que produzem estas sombras, não teria saído da caverna, não o que Platão considera como caverna. Teria que existir um segundo despertar por Truman em direção ao mundo das Formas, um mundo mais verdadeiro que o nosso.

video

LADRÕES DE BICICLETA

É possível retratar a realidade "como ela é?"
Um jovem operário desempregado, de nome Ricce, consegue um trabalho de colocador de cartazes, mas o requisito para que possa trabalhar é ter uma bicicleta. O jovem e a esposa conseguem retomar a bicicleta que estava penhorada, mas para isso devem fazer grandes sacrifícios(devem penhorar os lençóis da cama). No primeiro dia de trabalho, Ricci enquanto está colocando um cartaz, um jovem ladrão rouba a bicicleta dele e foge com ela para os subúrbios da cidade. Em companhia de seu pequeno filho Bruno, Ricci inicia uma descida literal aos infernos em busca da bicicleta roubada. Ricci e Bruno passam por todo tipo de angústias, dissabores, falta de solidariedade e humilhações. Para piorar mais as coisas é humilhado com uma ameaça de prisão, já que mewrgulhado no desespero, tenta roubar, ele mesmo uma bicicleta, para poder continuar trabalhando. Por fim nada consegue, a bicicleta não é encontrada e os protagonistas são abandonados pela câmera enquanto afundam em um mundo cinzento, frio e sem solidariedade. O filme mostra as pessoas ocupadas consigo mesmas, vivendo uma situação global de alienação, desemprego e desesperança que não permite o luxo da ajuda mútua. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

quinta-feira, 12 de março de 2009

THE HISTORY BOYS - FAZENDO HISTÓRIA

Do premiado dramaturgo Alan Bennett (As loucuras do Rei George), chega esta comédia agradável e inteligente sobre oito estudantes turbulentos, mas talentosos, que esperam conseguir entrar em uma das mais prestigiosas universidades da Inglaterra. Nessa busca, eles são ajudados por dois professores, um jovem perspicaz e arrogante e outro, um velho excêntrico e entusiasta, cujas filosofias opostas desafiam os meninos a se confrontarem com o verdadeiro significado da educação e com os valores relativos da felicidade e do sucesso. Adaptado da peça original ganhadora do prêmio Tony e com o elenco original que conquistou o Tony, Fazendo História traz uma visão sedutora, instigante, travessa e engraçada da história, da busca pelo conhecimento e da total aleatoriedade da vida. Trabalha a ética e derruba com todo tipo de preconceito. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

terça-feira, 3 de março de 2009

MEU JANTAR COM ANDRÉ - (My Dinner with Andre)

FILME LEGENDADO EM PORTUGUÊS
O verdadeiro filme falado: basicamente uma única cena, dois amigos conversando. A partir dessa informação, criei expectativas que foram todas destruídas. Apesar de ser todo essencialmente um longo diálogo, o roteiro soa natural e fluido, coloquial e profundo num equilíbrio raro. Temos Wallace Shawn e Andre Gregory interpretando personagens homônimos e aparentemente emulando parte da própria personalidade (são os roteiristas também, aliás). Encontram-se para um jantar e Andre, o mais articulado e energético, fala de sua completa desorientação no mundo e suas estranhas tentativas de construção de significado a partir da aparente falsidade das relações humanas. Wallace é mais pé no chão e não compartilha da propensão quase mística de Andre. A conversa avança e o fio da meada se desenrola, se perde, se retoma, se multiplica. E tudo filmado com discrição por Malle, que milagrosamente evita o tom teatral que um projeto como esse facilmente assumiria. A direção se concentra no ritmo do diálogo, os planos e contraplanos servindo de pontuação, a distância focal atuando como entonação dramática. O melhor: é uma conversa existencial e humanista fascinante. LEGENDADO EM PORTUGUÊS

video

segunda-feira, 2 de março de 2009

O CLUBE DO IMPERADOR (The Emperor's Club)

William Hundert (Kevin Kline) é um professor da St. Benedict's, uma escola preparatória para rapazes muito exclusiva que recebe como alunos a nata da sociedade americana. Lá Hundert dá lições de moral para serem aprendidas, através do estudo de filósofos gregos e romanos. Hundert está apaixonado por falar para os seus alunos que "o caráter de um homem é o seu destino" e se esforça para impressioná-los sobre a importância de uma atitude correta. Repentinamente algo perturba esta rotina com a chegada de Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o filho de um influente senador. Sedgewick entra em choque com as posições de Hundert, que questiona a importância daquilo que é ensinado. Mas, apesar desta rebeldia, Hundert considera Sedgewick bem inteligente e acha que pode colocá-lo no caminho certo, chegando mesmo a colocá-lo na final do Senhor Julio Cesar, um concurso sobre Roma Antiga. Mas Sedgewick trai esta confiança arrumando um jeito de trapacear. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

domingo, 1 de março de 2009

O LABIRINTO DO FAUNO

Labirinto do Fauno não é um filme, é um achado. Não é história, é filosofia. Não é filosofia quadrada, é filosofia com asas. Tudo se passa por meio de duas histórias cruzadas e entrecruzadas: uma, a dos momentos finais da guerra civil espanhola, e a outra, a dos sonhos ainda infantis de uma pré-adolescente.
A arte filosófica do filme está não só no engenho da narrativa de um filme bem feito, que prende a atenção do começo ao fim, mas, sim, de ser capaz de fazer o desenho do mal como ele é. O mal é personificado naquilo que todos que viveram o século XX souberam reconhecer: o fascismo. O fascismo é o mal que todos do século XX saberiam apontar como o mal. Mercedes tem o mal em seu encalço. Ofélia, nas tarefas que tentar cumprir para ser princesa, enfrenta seres que são as versões metafóricas e alegóricas do fascismo e, em certo sentido, do próprio Vidal. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video

O MUNDO DE SOFIA

Versão integral em DVD duplo de O Mundo de Sofia, filme baseado no best-seller internacional de Jostein Gaarder, que vendeu mais de 20 milhões de livros ao redor do mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas. A produção é da Suécia e Noruega e não deixa nada a perder para produções hollywoodianas. Legendado em português e com 3 horas e meia de duração.
A versão integral em DVD duplo de O Mundo de Sofia, filme baseado no best-seller internacional de Jostein Gaarder, que vendeu mais de 20 milhões de livros ao redor do mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas. Às vésperas de completar 15 anos, Sofia Amundsen recebe mensagens anônimas com perguntas intrigantes, como "quem é você?" e "de onde vem o mundo?". A partir dessas mensagens, ela se torna aluna do misterioso Alberto Knox, que a acompanha em uma fascinante jornada pela história da Filosofia, de Sócrates até os dias de hoje, passando pela Idade Média, o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Revolução Russa. Como o livro no qual se baseia, o filme O Mundo de Sofia é uma introdução inteligente e divertida à história da Filosofia, recomendada a todos que têm paixão pelo conhecimento. LEGENDADO EM PORTUGUÊS

video

TRÓIA

O problema da mensagem filosófica de Tróia, não está naquilo que a Ilíada de Homero nos deixou como herança cultural e histórica, mas do abandono deliberado do núcleo da narrativa original feita pelos roteiristas do filme, construindo uma versão secularizada da guerra entre aqueus e troianos, ao não pôr em cena as tramas e ações dos deuses olímpicos. Quem ler o clássico de Homero perceberá que por trás dos guerreiros dos dois lados, os deuses sempre tentam manipulá-los por meio de truques e ardis os mais diversos. No entanto, a guerra descrita no filme, mostra-nos simplesmente uma mera desavença ou conflito entre homens, o que perde em profundidade e dramaticidade, e o seu sentido filosófico original, retirando assim a influência dos deuses e colocando o destino humano nas mãos dos próprios seres mortais. O resultado apresentado no filme é a exposição de uma violência ainda mais brutal e arbitrária do que aquela representada em Homero, bem como a grande quantidade de sangue que brota da espada de um Aquiles hollywoodiano e também a redução significativa do peso de Heitor, que na Ilíada é, de fato, o maior dos heróis, em meio aos melhores entre os seres humanos. Apresentando-nos uma visão distorcida da obra de Homero, dificilmente a guerra narrada e mostrada nesse filme conseguirá levar os jovens espectadores a se interessarem pela Grécia antiga ou pela narrativa homérica e muito menos por filosofia. Quando muito há o interesse em apenas em mais um filme de luta, fazendo o absurdo com que os heróis dos tempos antigos demonstrem seus conhecimentos de artes marciais, próprias dos filmes de Jet Li e da maioria dos filmes do gênero. Mas apesar de toda esta distorção, o filme acaba sim passando uma mensagem filosófica e que é positiva, a meu ver. Porque retirando o peso da fidelidade com a Ilíada de Homero e as reflexões filosóficas sobre a influência dos deuses no destino do homem, percebemos que este “abandono literário” é o responsável para ressaltar que este mesmo homem nunca pôde e nunca quis caminhar sozinho em sua história. Porque sozinho e sem as influências dos deuses o homem não pode culpá-los por seus erros, seu egoísmo, sua auto-suficiência, mesquinharia, maldade e todas as fraquezas naturais do ser humano que faz com que este mesmo homem seja afinal, o senhor de sua história. Porém, fica claro que este homem sendo o senhor e autor de sua história ele se esgota no sentido de que ele não tem poder para tanto, ele não se basta, e afinal, ele precisa de deuses para “comandar” a sua vida. E desta forma podemos enxergar a mensagem filosófica do filme dizendo-nos claramente que: nós não somos tão grandes quanto pensamos; que somos mortais; que temos que ser responsáveis pelos nossos erros; que existe a “lei de causa e efeito” e que temos que “domar” a nossa soberba, caso contrário, ela própria será a nossa ruína. E, sobretudo, que precisamos sim, de um deus (Deus) a nos comandar, seja qual for a idéia que façamos dele. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

MATRIX - A TRILOGIA

A trilogia The Matrix (The Matrix, 1999; The Matrix Reloaded, 2003; The Matrix Revolutions, 2003) conta a história de Neo, o herói que descobre estar vivendo não no mundo que imaginava mas num universo virtual que não passa de um simulacro. Tudo que ele conhecia como realidade é somente um reflexo criado artificialmente e com pouca semelhança ao que realmente está lá fora. Em A República, Platão apresentava, vinte e quatro séculos antes, uma idéia bem parecida, a alegoria da caverna. Platão sugere a seguinte situação: seres humanos vivendo numa caverna subterrânea desde a infância, com as pernas e os pescoços acorrentados de forma que a única coisa que podem ver são as sombras do exterior, projetadas pelo sol através da entrada da caverna. Eles conversam entre si, dão nomes ao que vêem, especulam sobre a natureza das coisas, teorizam sobre o que conhecem, mas como só têm acesso a uma pequena parte da realidade, somente às sombras e não aos verdadeiros objetos, sua compreensão do mundo é profundamente limitada. LEGENDADO EM PORTUGUÊS.

video